O início do ensino médio não muda só a rotina do adolescente.
Muda a da casa inteira.
Novos horários, caminhos mais longos, menos controle visual e mais conversa.
Agora ele sai cedo, atravessa a cidade, aprende a se virar e a avisar.
Cheguei. Peguei o ônibus. Troquei de linha. Estou na escola.
A tecnologia ajuda, claro.
Mas nada substitui o combinado, a confiança construída e o diálogo constante sobre cuidado, atenção e responsabilidade.
Tem dias em que ele volta cedo.
Outros, só no fim da tarde.
Entre um laboratório, um trabalho novo e um almoço fora de casa, a gente vai entendendo: não é mais sobre segurar a mão, é sobre acompanhar de perto, mesmo à distância.
É uma fase que exige ajuste, presença e calma.
Não é simples.
Mas é possível.
E a gente segue. Um dia de cada vez.

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